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sábado, 3 de novembro de 2012

Casamento Comunitário–24/11/2012

Casamento Comunitário na Paróquia Sâo Dimas

Data: 24/11/2012 (Sábado) – 20hs

Inscrições na Secretaria ou logo após as Missas e Celebrações.

Documentos necessários para a inscrição:

Certidão de Casamento no Civil

Batistério

Comprovante de residência

Identidade de ambos.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Semana da Vida – 01 a 07 de outubro de 2012

Reflexão de D. Antonio Augusto Dias Duarte

A profunda crise de fé que abala grandes setores da nossa sociedade traz consigo um grande desafio para a família cristã, verdadeiro e único berço da vida. O homem e a mulher casados são cada vez mais chamados nos seus lares e no mundo no qual vivem a trabalhar com responsabilidade e com forte sentido de compromisso, em favor da promoção e da defesa da vida humana em todas as suas etapas de formação, de crescimento e desenvolvimento de enfermidade e de morte.

O papel da Igreja Católica sempre foi e sempre será de custódia e de transmissão da Revelação Divina, e ao lado da família e alicerçada sobre a sua pedra fundamental, que é o Papa, continua cumprindo, com fidelidade e com coragem, o mandato imperativo de seu Fundador, Jesus Cristo. “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19)

Nessa hora da vida ameaçada por hábitos e comportamentos de risco, tais como as drogas, pelas ideologias partidárias e institucionais que promovem o aborto e a eutanásia, pela desconstrução da qualidade de vida etc.., desde a Igreja Católica e desde a família devem surgir discípulos missionários, que irão atuar em associações familiares, em conselhos de Saúde, em trabalhos de voluntariado, em programas de formação da sexualidade digna e da paternidade e maternidade responsáveis, em grupos de cuidados paliativos etc.

Para que todos unidos vivam com fé e esperança a Semana Nacional da Vida neste mês de outubro de 2012.

Dom Antonio Augusto Dias Duarte

Bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro e Membro da Comissão Episcopal Pastoral Vida e Família da CNBB

(material enviado pela Pastoral Familiar)

Semana Nacional da Vida

01 a 07 de outubro

Dia do Nascituro – 08 de outubro

semanadavida

Com o tema “Vida, saúde e dignidade: direito e responsabilidade de todos”, a Igreja no Brasil realiza a Semana Nacional da Vida, nos dias 1 a 7 de outubro, culminando com o Dia do Nascituro, no dia 8. Neste período, as dioceses são convidadas a desenvolver atividades em torno do tema, focando sempre o direito à vida e à preservação da dignidade humana.

A Semana Nacional da Vida foi instituída em 2005 pela 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O Dia do Nascituro é um dia em homenagem ao novo ser humano, à criança que ainda vive dentro da barriga da mãe. A data celebra o direito à proteção de sua vida e saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio. O objetivo é suscitar nas consciências, nas famílias e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos.

Material enviado pela Pastoral Familiar São Dimas

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Relativismo e Família

As grandes questões sobre a família interessam Igreja e Sociedade e intersectam ambas de tal maneira que não podem ignorar-se uma com a outra, mas encontram uma grande oportunidade para um dialogo que seja finalizado para o bem comum.

1)

Entre as grandes questões – procriação, divorcio, aborto, eutanásia, moral sexual - deve ser incluído o relativismo ético pelo fato que interessa a família e as questões a cima indicadas.

É a questão que pode ser definida “emergente” pela amplitude nos setores da Sociedade e pelas implicações na ética social e das pessoas.

As formas evidentes ou não aparentes com as quais o relativismo ético se apresenta devem chamar a nossa atenção para impedir que exerça uma “ditadura” como bem afirma o Santo Padre Bento XVI, condicionando também a liberdade das pessoas.

O relativismo ético se expressa em aspetos múltiplos, entre estes: uma cultura fragmentária e insuficiente no manifestar valores conformes à dignidade da pessoa e uma mentalidade, subordinada a esta cultura, marcada pelo efêmero, sem uma visão adequada da mesma dignidade da pessoa.

O relativismo ético é fruto de uma cultura e de costumes segundo os quais a pessoa não deve expressar juízos críticos contra ela sendo esta considerada absoluta e inviolável.

Realiza-se desta maneira uma inversão de valores, colocando a pessoa em condição subordinada e vinculada.

Pensa-se de dever aceitar a realidade como autônoma respeito à pessoa; esta por sua vez, como manifestação da própria autonomia, considera e exalta a liberdade no sentido do permissivismo.

O juízo crítico – expressão da dignidade da pessoa - é um obstáculo para o desenvolvimento do relativismo. Existe e perdura uma tendência para a homologação – tudo o contrario do juízo critico – assumindo um slogan: “Assim dizem e fazem todos”, passando pelas modas.

Tal ausência de juízos críticos é derivada por um conformismo cultural incapaz de por questões nos grandes temas da sociedade e da pessoa humana: as omissões ajudam o crescimento do relativismo.

Não é de excluir como causa que favorece o relativismo ético a conveniência como expressão do utilitarismo e a indiferença: conveniência, quando o espírito do mundo é regra de vida para não assumir ou diminuir as responsabilidades, na perspectiva da vantagem pessoal; indiferença, quando o conformismo impede de ser preocupados de quanto acontece.

Em relação à indiferença, se fala de ser estranhos num assunto ou problema que nos deveria interessar pelo simples fato que trata da pessoa, da sociedade, da família: esta indiferença é subdola – pressupõe um dolo - porque de fato é um fugir das responsabilidades e no campo da moral é omissão.

2)

O relativismo ataca a família bem sabendo que nela se conservam todos os valores da humanidade: o sentido religioso e de Deus, a vida, o amor, a verdade, a fraternidade e a solidariedade.

Na família guarda-se quanto de sagrado há na pessoa (cfr. Gn 1-2), surge a unidade do gênero humano a partir da unidade das pessoas e por esta razão é chamada “pequena Igreja domestica”.

Por conseqüência, quanto é contra a família é contra a pessoa e vice versa.

O IV Mandamento “Honra o pai e a mãe” impede de violar a sacralidade e a dignidade da família, absolutos que são patrimônio da humanidade.

De fato, em primeiro lugar a mentalidade e a cultura relativista procura de “reduzir” o grande significado e o “absoluto” deste Mandamento em nome de uma presumida paridade de direitos e deveres entre as pessoas, não reconhecendo quanto é estabelecido no direito natural, além da lei divina.

O que o relativismo procura é de deslegitimar as funções da família na sociedade contrapondo alternativas de “pseudofamilias” em nome de uma igualdade não fundamentada nem no direito nem no senso comum.

Dá-se a impressão que o relativizar seja a regra ultima pela qual – iludindo-se e iludindo - se torne mais humana a convivência. Desta maneira em forma latente se colocam as bases para questionar a certeza do direito, quando não se entende aceitar o que é obrigação ou proibição em relação a uma lei ou a uma tradição seja jurídica ou moral.

O relativismo é um querer simplificar a realidade porque não se entende assumir compromissos e ao mesmo tempo se quere fugir das responsabilidades, dos sacrifícios e entrar pela “porta larga” em lugar da “porta estreita”.

3)

Uma sagaz forma de relativismo é a renuncia ou a abdicação ao educar, deixando que aquele que precisa ser educado procure autonomamente a própria educação em nome de uma liberdade que tal não pode ser definida porque não doada.

“Leva-se a teorizar e praticar a recusa da obra educativa como tal” – afirma Dom Mariano Crociata, Secretário da CEI – “considerando-la lesiva ou limitativa da personalidade da criança, do adolescente ou do jovem, a qual ao contrario deveria ter já em si tudo o que é necessário à sua maturação humana e, por isso, teria necessidade somente de um ajuda direcionada ao ajudar a sua natural evolução”.

“Segundo esta idéia” – continua Dom Crociata – “a ser colocada em questão, antes do que a tarefa educativa, é a idéia mesma de pessoa”.

Para a solução deste grave problema é necessário ter presente trêpalavras “geração, tradição, autoridade”. Considerando que “geração” vá além da procriação.

Dom Crociata continua afirmando que “Não é suficiente ser procriados para ser gerados: não é suficiente dar à luz uma criatura para torná-la filho e pessoa”.

Em relação à tradição se pode constatar que um forte relativismo é aplicado sobre quanto é o patrimônio da família neste campo. As tradições são lentamente desconhecidas ou consideradas superadas em nome da modernidade minando a estrutura da família que por si mesma ao nível civil e religioso se fundamenta nelas.

Perde-se a “consciência histórica” da família e de si mesmos.
O conceito de autoridade (Latim: augere, fazer crescer) perde o próprio significado e valor como conseqüência do não reconhecimento da tradição na sua relevância histórica e social porque a mesma paternidade (e a maternidade) perde – na visão relativista – a dignidade atribuída pelo direito natural e com maior especificidade pelo IV Mandamento.

Não deve aparecer excessivo afirmar que o relativismo ético no âmbito da família ocupe um espaço que não lhe é próprio pelo fato da diminuição da consciência e do exercício da autoridade na mesma família. Quanto mais perde-se o sentido desta dignidade dada por Deus tanto mais estende-se a incerteza sobre as funções da família e aquela incerteza existencial que á dada pelo relativismo ético.
terça-feira, 28 de agosto de 2012

A Família, Consciência Viva da Humanidade

Entre as numerosas perguntas que ordinariamente deveríamos colocarmos, uma é sobre a relevância da família na nossa vida eclesial.
Devemos ter presente que a Igreja vive num continuo dialogo com as pessoas e este dialogo é especifico, prioritário e condiviso com as famílias.
E´ tarefa da missão evangelizadora da Igreja procurar de dar o sentido mais elevado do ser família e do pertencer a uma família, numa visão unificante: da unidade da família à unidade do gênero humano, por meio da comunhão eclesial que dessas é a razão.
Nesta evangelização a Igreja privilegia a educação, ou seja a missão dos pais em primeiro lugar e dos demais responsáveis: “o tirar de si para introduzir na realidade” (Bento XVI).
E´ o preparar as pessoas para as responsabilidades e os compromissos numa integração solidária e de comunhão.
Neste aspecto tudo depende da maneira com a qual se constrói a própria vida e se enfrentam os desafios da existência: exclusivamente, em modo individual ou em união com outras pessoas, contar somente nas próprias forças ou na ajuda dos outros.
A psicologia, justamente, enfatiza o processo de emancipação dos jovens respeito à família, mas não necessariamente se deve entender que a pessoa é totalmente independente, autônoma, separada da própria família.
Mesmo livre pela emancipação, a pessoa sente fortemente de não poder subsistir sem um mínimo de relação com a própria família, porque precisa de ser unida com suas origens, para não cair no niilismo e no indiferentismo.
E´ nesta experiência que se forma a consciência de pertencer a uma família, de ser parte de uma comunidade que prepara a viver na comunidade eclesial e na realidade mais ampla da sociedade.
O caráter da pessoa se forja na família, adquirindo seja o ser “comunhão” seja o ser “comunidade”: “A «comunhão» interessa a relação pessoal entre o «eu» e o «tu». A «comunidade» ao contrario supera este esquema na direção de uma «sociedade», de um «nós»” (Carta às famílias, 7).
A mesma visão integral do homem é possível a partir da família e o “dom de si” - vocação e missão ao mesmo tempo – encontra o próprio lugar especifico iniciando da família.
domingo, 26 de agosto de 2012

Missa das Famílias

Os quartos domingos de cada mês, começando pelo dia 26/08/2012, serão sempre dedicados às famílias de nossa comunidade.
As pastorais familiar, de liturgia e Catecumenato se uniram para organizar este evento que foi uma bênção em nossa comunidade.
Na homilia, uma catequese sobre família, incluindo uma análise contemporânea de Efésios 5.
Abaixo seguem algumas fotos da Missa, confere aí !
quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Natureza Sacramental do Matrimônio

Neste domingo, continuamos o nosso estudo catequético sobre a família, refletindo um pouco sobre o matrimônio, sua natureza e características.
Jesus Cristo elevou à dignidade de sacramento o matrimonio instituído no início da humanidade. O matrimônio, tanto na condição de instituição natural como na de sacramento cristão, está revestido de duas propriedades essenciais: a unidade e a indissolubilidade.
Unidade quer dizer que o matrimônio é a união de um só homem com uma única mulher. (Gênesis 2,24). Indissolubilidade quer dizer que o vínculo conjugal não pode desatar-se nunca: O que Deus uniu o homem não o separe, diz o Evangelho (Mateus 19,6; 5,32; Lucas 16,18).
Afirmar a natureza sacramental do matrimônio significa reconhecer que o amor que une homem e mulher no casamento tem um sentido que ultrapassa a própria realidade humana, histórica e cultural. Este sentido mais profundo tem a sua razão de ser em Deus.
A instituição do matrimônio – ressaltando a imago Dei de Gn 1,27 (“Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou, varão e mulher os criou”) pelo amor trinitário refletido no amor conjugal - é uma verdadeira Aliança de Deus com o seu povo na família, Aliança que não pode ser violada.
O matrimônio é sinal visível do próprio amor de Deus, da Aliança de amor fiel, perene e fecundo, entre Deus e seu Povo, da união inseparável entre Cristo e a Igreja. A realidade humana da aliança conjugal torna-se sacramento, sinal visível e eficaz, da Aliança que une Jesus e a Igreja, Deus e seu Povo. Portanto, quem assume o matrimônio como sacramento, celebrando-o e vivendo-o na comunidade eclesial, está reconhecendo que o seu casamento é sinal do amor de Deus, da Aliança, e, portanto, assume o compromisso de amar como Deus ama. Assumindo a sacramentalidade do matrimônio, o casal assume o compromisso de amar “como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Ef.5,25).
E como é que Deus ama o Povo? Como Jesus ama a Igreja? Deus ama “na alegria, na tristeza, na saúde e na doença, em todos os dias da vida”. Ama sempre, e não de vez em quando; portanto, seu amor é perene, indissolúvel. Ama sendo fiel, não abandonando jamais o seu povo, mesmo quando este cai na infidelidade. Ama gerando vida e educando: o amor de Deus é Criador, dá existência a todas as coisas, especialmente ao Povo da Aliança, educando-o com muita misericórdia; portanto, o amor de Deus é fecundo. Do mesmo modo deve ser o amor conjugal assumido no sacramento do matrimônio. Ao casar-se na Igreja, o casal assume o compromisso de amar como Deus ama: sempre, de modo inseparável, sendo fiel um ao outro, gerando a vida dos filhos e educando-os na fé.
Este modo de se entender o amor conjugal à luz do amor de Deus tem consequências muito concretas e profundas para a vivência do casal. Na vida cotidiana, em seus atos e atitudes, o casal deverá realizar cada vez mais as características do sacramento do matrimônio: a perenidade ou indissolubilidade, a unidade e a fidelidade, a fecundidade, excluindo tudo aquilo que as contradizem. Tendo em mente essas características do matrimônio é que o casal deve discernir o que fazer em cada momento. Um casal cristão e feliz não é o que vive em um mar de rosas – até porque isso não existe – mas sim aquele que, mesmo no meio dos desafios e adversidades, faz tudo para permanecer fiel aos compromissos assumidos na Igreja, procurando concretizar na vida do dia a dia esse amor perene, fiel e fecundo, reflexo do amor divino.
Assim sendo, os que se casam na Igreja, ao aceitar o matrimônio como sacramento, se comprometem a permanecer unidos para sempre no amor, isto é, em todas as situações, procurando superar as crises no diálogo paciente e misericordioso, não permitindo que as dificuldades se tornem motivo de brigas ou separação mas de crescimento e amadurecimento. Quem se casa na Igreja se compromete a ser fiel em todas as circunstâncias, consciente de que a fidelidade é condição indispensável para a felicidade na vida do casal e da família, rejeitando assim qualquer forma de adultério. Quem se casa na Igreja se compromete ainda a viver o amor conjugal gerando e educando filhos. A fecundidade do amor conjugal, que é sinal sacramental do amor fecundo de Deus, exige dos que se casam abertura à transmissão da vida, isto é, a geração dos filhos, através de uma fecundidade responsável, que pressupõe não só procriar, mas, acima de tudo, acolher e cuidar dos filhos com amor, e de educá-los na fé da Igreja.
Diante de uma realidade tão bela e ao mesmo tempo tão exigente, é preciso muita disposição, seriedade, e preparação. Entretanto, o amor que une o esposo e a esposa não depende apenas do compromisso sincero e dos esforços do casal. O autêntico amor conjugal tem a sua fonte em Deus, que é Amor.
Um sacramento é um sinal visível e eficaz da graça de Deus, o que quer dizer que ele efetivamente confere a graça, não a simboliza apenas. O sacramento do matrimônio concede aos esposos as graças necessárias para que se santifiquem e santifiquem os outros. O amor de Deus que é graça, dom, se faz presente de modo eficaz e não apenas simbólico, na celebração litúrgica e na vida matrimonial, sustentando e animando o casal na vivência dos compromissos matrimoniais em meio a tantos desafios.
Sempre ouvimos dizer que a Igreja é contra o divórcio. Não é bem assim. A Igreja apenas é coerente, firme e fiel na sua missão evangelizadora, a qual recebeu de Nosso Senhor. A Igreja não ensina que o divórcio é proibido, ela ensina que o divórcio é impossível. Isso porque o matrimônio é sacramento, e, portanto, quando contraído validamente, uma aliança indissolúvel. Diferente da união livre, em que o produto é a mera soma das individualidades, na união sacramental há uma verdadeira síntese, pela qual surge algo novo, e “já não são mais que uma só carne” (Gn 2,24).
No que se refere às pessoas divorciadas, a Igreja tem enfatizado a necessidade de acolhê-las e valorizá-las. As pessoas separadas ou divorciadas são chamadas a participar da vida da comunidade cristã, embora permaneça o impedimento à comunhão eucarística para pessoas divorciadas que se casaram novamente.
Afirma o Papa João Paulo II a respeito dos divorciados recasados: “Juntamente com o Sínodo, exorto vivamente os pastores e a inteira comunidade dos fiéis a ajudar os divorciados, procurando com caridade solícita, que eles não se considerem separados da Igreja, podendo, e melhor devendo, enquanto batizados, participar da sua vida. Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o Sacrifício da Missa, a perseverar na oração, a incrementar as obras de caridade e as iniciativas da comunidade em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim implorarem, dia a dia, a graça de Deus. Reze por eles a Igreja, encoraje-os, mostre-se mãe misericordisosa e sustente-os na fé e na esperança” (Familiaris Consortio, nº 84).
Fontes: Exortação Apostólica pós-sinodal Familiaris Consortio de S.S. João Paulo II; Moral Matrimonial – Encontro de Formação de Presbíteros, Sub-Regional de Ribeirão Preto, set/2007; “A Aliança de Deus com seu povo nasce na família”, Pe. Auxilio Chessa, 29/01/2011.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Missa das Famílias: 26 de agosto

No dia 26/08/2012, às 18h, na Matriz, haverá a Missa das Famílias. A Missa terá como tema central a família e no fim haverá uma bênção especial.
familia
Convide seus familiares e seus vizinhos com suas famílias, e rezemos juntos pela restauração das famílias de nossa comunidade.

Família, torna-te aquilo que és!

Durante este mês de Agosto, a pedido de nosso pároco, estaremos suspendendo temporariamente a nossa catequese bíblica para realizarmos um estudo catequético sobre a família. Iniciaremos refletindo: “Porque a Igreja deve se preocupar com a família?”
Em 1965, no Concílio Vaticano II, a Igreja já se preocupava com a perda de referências, com o relativismo e individualismo que acometiam a humanidade. A constituição Gaudium et Spes apontava, já naquela época, a urgência de se promover a dignidade do matrimônio e da família. As diretrizes para a promoção da família vieram com a Exortação Apostólica pós-sinodal Familiaris Consortio, do Papa João Paulo II, em 1981, que faz um urgente apelo: “Família, torna-te aquilo que és”. E o que é a família?
A família é a célula mater da sociedade, o seu agente transformador, o espaço para o desenvolvimento físico, espiritual e psicológico do homem. Sendo a família o centro da sociedade, o Estado vem depois da família. O conjunto das famílias constitui o Estado. Por isso o Estado não tem o poder de colocar as mãos em características fundamentais do instituto familiar, mas somente providenciar que a família sobreviva como instituição natural da sociedade.
Ao longo da história, nas culturas que mais se destacam, há disposições em defesa da família como sociedade natural fundada sobre o matrimônio. A título de exemplo, podemos citar que já no V sec. a.C. os textos confucianos nos falam da família como fundamento do Estado. Se a família não vive conforme as virtudes, também o Estado não pode estar bem. Também na antiga Grécia, já antes de Homero, o matrimônio era considerado o fundamento da sociedade. A família, por meio do casamento, era a condição indispensável para a propagação da espécie humana. Do Direito Romano, herdamos os vocábulos matrimônio, que deriva do latim matris munus (ou munium) para evidenciar o papel importante da mulher na família; e cônjuge (coniugium) (o homem e a mulher estão unidos no mesmo compromisso).
Quando a Igreja se preocupa com a família, não age fora do seu campo de ação. A Igreja faz parte da estrutura social e por isso tem o direito de exprimir a sua palavra sobre esta fundamental instituição. De fato, se a família vai mal, tudo vai mal.
O fato é que o matrimônio leigo e família leiga (no senso de laicista) não existe. Têm uma profunda conotação religiosa, já reconhecida seja pelos gregos seja pelos romanos. Estes dois povos tiveram bem claro a existência da lei natural (lex naturalis) precedente às leis dos homens (lei positiva). Estavam convencidos de que existia um direito anterior, uma lei não escrita, precedente às leis formuladas pelos juristas. Nós, católicos, sabemos que acima das leis dos homens, há a lei Divina.
O laicismo corrente prega que coloquemos a “cidadania” acima da família, do matrimônio, do afeto. Não há necessidade de grandes tratados sociológicos para expor o erro nesta posição. Nosso Senhor e Mestre nos ensinou a reconhecer as falsas doutrinas e os falsos profetas pelos seus frutos: Ao olharmos ao nosso redor, na medida em que as famílias vão se desintegrando, resultado de uma cultura individualista que leva ao amor livre fora do matrimônio, ao divórcio, à desvirtuação do amor conjugal, ao descuido na educação dos filhos; na medida em que se transferem para a escola, para os meios de comunicação de massa e para o Estado, o encargo da formação humana, de valores e virtudes, mais e mais vemos o aumento da violência, em níveis chocantes. Olhamos os jornais e vemos agressões a idosos, a crianças pequenas, entre alunos nas escolas, entre marido e mulher. A vida vai perdendo o valor e leis vão sendo criadas na tentativa vã de impor pelo Direito o que não se ensinou pelo exemplo.
Os ditos ‘formadores de opinião’ pretendem elevar à categoria de avanço histórico, de modernidade, o que para toda pessoa sensata é exatamente a consagração do caos familiar. Por isso, a Igreja peca por omissão quando não realiza o trabalho de “profeta”, que é exortar à conversão, à volta aos desígnios de Deus; é necessário expor as mazelas da família para então trabalhar na sua restauração. Nas palavras do Beato João Paulo II: “Amar a família significa descobrir os perigos e os males que a ameaçam, para poder superá-los. Amar a família significa empenhar-se em criar um ambiente favorável ao seu desenvolvimento. E, por fim, [...], é dar-lhe novamente razões de confiança em si mesma, nas riquezas próprias que lhe advém da natureza e da graça e na missão que Deus lhe confiou. ‘É necessário que as famílias do nosso tempo tomem novamente altura! É necessário que sigam a Cristo’”.
Compete ainda aos cristãos a tarefa de anunciar com alegria e convicção a «boa nova» acerca da família, que tem necessidade absoluta de ouvir e de compreender sempre mais profundamente as palavras autênticas que lhe revelam a sua identidade, os seus recursos interiores, a importancia da sua missão na Cidade dos homens e na de Deus”.
Fontes: Exortação Apostólica pós-sinodal Familiaris Consortio de S.S. João Paulo II; O Matrimônio na História da Humanidade, Mons. Vitaliano Mattioli (via ZENIT); “Família, torna-te aquilo que és”, Dom Rafael Llano Cifuentes, 1995.
 
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