HOMILÍA III DOMINGO DA QUARESMA
1)
A Quaresma é o tempo que propõe à nossa reflexão para a Páscoa o encontro com o Senhor, que deve ter certa semelhança com aquilo experimentado por Moisés.
Também hoje é necessário ter uma “visão extraordinária” (Ex 3,3) atraídos pelo mistério que se acompanha: “par ver porque a sarça não se consome” (Ex 3,3), para ver porque a eternidade não passa, para ver quanto é grande o mistério da vida, para ver e experimentar a imensidade da misericórdia de Deus.
Nós somos inadequados para este encontro: “Não te aproximes! Tira as sandálias dos pés” (Ex 3,5), mas Deus revelando o próprio nome: “Eu sou aquele que sou” (Ex 3,14) nos admite à sua presença para poder depois proclamar seu nome.
2)
São Paulo nos indica claramente para a Quaresma que as vicissitudes no deserto “aconteceram para serem exemplos para nós” (1Cor 10,6) e nos fornece um critério para vencer as tentações: “Portanto, quem julga estar de pé tome cuidado para não cair” (1Cor 10,12).
Ninguém tem a certeza de não pecar, por esta razão é necessária a vigilância e a prudência.
3)
Jesus nos lembra a relação entre pecado e castigo: “Se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo” (Lc 13, 3.5) e a necessidade de produzir frutos, na parábola da figueira: “Se não der (frutos), então tua a cortarás” (Lc 13,9).
A Quaresma não é somente tempo para a conversão, mas também para dar frutos como conseqüência direta da conversão.
Conversão que abandona o passado e se orienta totalmente para o presente na vigilância para não voltar atrás, e para o futuro para dar frutos de santidade.
Padre Ausilio Chessa
