sábado, 2 de fevereiro de 2013

HOMILÍA IV DOMINGO TEMPO COMUM

 

Nascemos profetas, consagrados no Batismo por anunciar as “mirabilia Dei”, as maravilhas de Deus, para toda humanidade, segundo o critério indicado pelo profeta Jeremias, animados por aquelas palavras que o Senhor inscreve nos nossos corações: “Não tenhas medo” (Jr 1,17) e certos de não errar quando é contrastada pelos inimigos a verdade que é anunciada, segundo a promessa do Senhor: “não prevalecerão, porque estou contigo para defender-te” (Jr 1,19).

A vocação profética continua ao longo dos séculos, se não com o espírito dos Profetas como revelação da Palavra de Deus, ao menos com o espírito do testemunho: testemunhando a caridade é revelado o amor de Deus e anunciado ao mesmo tempo o Evangelho, que é Evangelho da caridade.

São Paulo (1Cor 12,31-13,13) nos indica um autentico exame de consciência baseado na caridade, desta tendo presente as omissões.

Quando falta a caridade, as outras virtudes (línguas, profecia, benevolência, fé) perdem o sentido e o vigor e a pessoa é reduzida a um nada (cfr 1Cor 13,2).

È a caridade o critério que governa a vida cristã e ao qual nós devemos obedecer tendo presente que é o maior: “um caminho incomparavelmente superior” (1Cor 12,31).

A caridade é uma profecia sempre operante que torna presente Deus realizando plenamente sua vontade e é constitutiva de uma espiritualidade orientada para a verdade: “se regozija com a verdade” (1Cor 13,6) e a misericórdia: “Suporta tudo, crê tudo, espera tudo, desculpa tudo (1Cor 13,7).

Jesus nos mostra qual é o destino do profeta: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem aceito em sua pátria” (Lc 4,24), para significar-nos que não somente o povo de Nazaré, mas também uma parte do povo de Israel o rejeitou como Messias enviado por Deus.

Desta maneira nos prepara, como povo profético, ao saber enfrentar as dificuldades e oposições com o mesmo espírito com o qual Ele as superou e também nós “continuando o nosso caminho” (1Cor 13,30).

Padre Ausilio Chessa

 
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